Guarda prisional condenada a 8 meses de prisão após romance com recluso
- 12/02/2026
Uma guarda prisional foi condenada a oito meses de prisão, em Inglaterra, depois de ter sido descoberto um caso extraconjugal com um recluso. Os dois foram apanhados devido a uma revista à cela do homem, onde foi encontrado um telemóvel.
As mensagens revelaram que Ellis Eyles, hoje com 24 anos, e Mitchell Ingham, condenado por esfaquear um homem até à morte em 2015, mantinham um relacionamento.
A promotora Antonia Adie afirmou que a análise dos telemóveis mostrou que os dois estiveram em contacto em junho e julho de 2023, tendo trocado diversas informações pessoais e não só.
Numa dessas mensagens, citadas pelo The Telegraph, Ellis Eyles que, na altura, tinha apenas 21 anos, escreveu: "Sinto a tua falta". Já numa outra ocasião, o recluso disse-lhe: "Liga-me, amor".
Há registos que uma das chamadas feitas por FaceTime durou cerca de 37 minutos. Numa outra mensagem, Mitchell Ingham questionou Eyles acerca de um outro recluso, dizendo que "iria acabar com ele".
Na resposta, a guarda prisional respondeu que o recluso estava em isolamento.
O juiz Richard Bennet condenou Ellis Eyles a oito meses de prisão depois de a guarda ter admitido que tinha tido uma má conduta enquanto ocupava um cargo público.
O juiz afirmou ainda que a ofensa era tão grave que a pena não poderia ser suspensa: "É evidente que tinha algum tipo de relacionamento romântico com esse recluso", acrescentando ainda que a guarda prisional forneceu informações sobre outro recluso, mesmo sabendo que ele lhe "queria fazer mal".
Por sua vez, o advogado de defesa de Eyles descreveu-a como sendo "imatura", uma vez que tinha começado a trabalhar muito jovem no His Majesty's Prison Deerbolt, no condado de Durham, em Inglaterra, e que a sua cliente tinha tido apenas seis semanas de formação, em que metade tinham sido dedicadas à anticorrupção.
"O que temos aqui é uma pessoa de carácter até então exemplar que incorre em erro grave devido a manipulação de uma mente criminosa. Foi isso que aconteceu", argumentou, notando que Eyles tinha "uma ética de trabalho incrível" e que havia sido contratada por um banco depois de deixar o serviço prisional.
Quanto ao recluso, foi também condenado a mais a nove meses de prisão por delitos relacionados à posse e uso de telemóvel na prisão. Mitchell Ingham está a cumprir uma pena de 15 anos por homicídio.
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