Justiça francesa investiga envolvimento de cidadãos no caso Epstein
- 14/02/2026
Citado pela agência France-Presse (AFP), o Ministério Público revelou que a análise pedida a uma equipa especial de magistrados pode envolver "infrações de natureza vária, nomeadamente de caráter sexual ou financeiro".
Foi ainda anunciada a intenção de "reanálise integral do processo de instrução" referente ao antigo agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, um associado próximo de Jeffrey Epstein, que foi encontrado enforcado na sua cela da prisão de Santé, em Paris, em 2022, antes de ser julgado.
O nome de Jean-Luc Brunel foi mencionado numa investigação americana sobre o escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein, que também foi encontrado morto na sua cela em agosto de 2019.
Na altura da morte de Epstein, o Ministério Público parisiense, alertado pela existência potencial de menores francesas entre as vítimas do milionário norte-americano, abriu uma investigação preliminar.
Dois meses mais tarde, foi apresentada uma queixa contra o Jean-Luc Brunel por "assédio sexual" que não tinha prescrito, ao contrário de várias outras acusações contra ele, que contestou.
Jean-Luc Brunel foi acusado no final de junho de 2021 por "violação de um menor com mais de 15 anos". O septuagenário já tinha sido indiciado em dezembro de 2020 por "violação de menor com mais de 15 anos" e "assédio sexual".
A investigação judicial foi encerrada em julho de 2023 por uma decisão de arquivamento do processo, devido à morte de Jean-Luc Brunel.
O consultor financeiro e milionário norte-americano Jeffrey Epstein foi acusado em julho de 2019, nos Estados Unidos, de ter organizado uma rede de abuso sexual e tráfico de raparigas menores, rede essa que funcionou entre 2002 e 2005.
No início deste mês, foram divulgados três milhões de documentos da investigação a Epstein, o que reacendeu controvérsias que atingem figuras políticas, a realeza britânica e norueguesa e instituições internacionais, com impactos em França, Reino Unido, México e Rússia, bem como envolvendo o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Esta semana, o Governo francês incentivou "as mulheres que tenham sido vítimas" em casos relacionados com o processo Jeffrey Epstein a "falarem e recorrerem à justiça".
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