Mau tempo já provocou 11 vítimas. Eis o que se sabe (até agora)
- 04/02/2026
O 'comboio' de tempestades que assola o país há mais de uma semana deixou um rasto de destruição por todo o território, mas também de vítimas mortais. A contabilizar com a morte mais recente, conhecida, já são 11 as pessoas que perderam a vida devido ao mau tempo.
A primeira vítima foi um homem de 45 anos, que estava dentro da viatura, em Povos, Vila Franca de Xira, quando uma árvore caiu sobre si, causando a sua morte imediata, segundo as autoridades.
O incidente ocorreu na fatídica madrugada de 27 para 28 de janeiro, quando os efeitos da depressão Kristin se fizeram sentir em Portugal.
A essa morte, vieram a somar-se outras quatro ao longo do dia, diretamente relacionadas com o mau tempo, e confirmadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Três delas ocorreram em Leiria, a região mais afetada pela Kristin.
Uma das vítimas foi atingida por uma chapa metálica, em Carvide, e outra ficou presa na estrutura da habitação na mesma localidade. Embora não se saiba ao certo quem seriam, o Observador adiantou que se trataria de uma cidadã são-tomense de 28 anos, há apenas 15 dias em Portugal, e um homem de 38 anos.
A última vítima registada em Leiria foi encontrada numa obra em Fonte Oleiro em paragem respiratória.
No dia 28, foi ainda contabilizada uma outra vítima mortal: uma cidadã dos Países Baixos de 85 anos. A idosa seguia dentro do carro, em Silves, Faro, quando foi arrastada por um curso de água, que tinha transbordado para a estrada devido à chuva intensa.
Já durante a tarde deste mesmo dia, a autarquia da Marinha Grande deu conta de ainda uma outra vítima mortal - esta não confirmada pela ANEPC. Tratava-se de um homem de 34 anos.
O dia 28 foi, de longe, o dia com mais mortes registadas devido ao mau tempo: foram seis.
Contudo, desde então, têm-se sucedido os casos de pessoas que morreram devido a acidentes causados pelos estragos da depressão Kristin.
A 31 de janeiro, dois homens caíram de telhados, que tentavam reparar. Um deles de 73 anos, na Batalha e outro, de 66 anos, em Alcobaça - ambos em Leiria. Note-se que os ventos violentos que se fizeram sentir com a depressão Kristin arrancaram as telhas a praticamente todos os telhados na região, obrigando a uma operação de reparação que ainda não teve fim.
No dia seguinte, a 1 de fevereiro, a falta de eletricidade, causada pela queda de inúmeros postes da rede elétrica, fazia a sua nona vítima. Um homem de 74 anos morreu de intoxicação de monóxido de carbono devido a um gerador que usava para ter luz em casa. Aconteceu em Segodim, também em Leiria.
Em Porto de Mós, Leiria, a 2 de Fevereiro, registou-se a décima vítima. Um homem de 63 anos, que também caiu de um telhado que tentava reparar.
Esta quarta-feira, o número de mortes ultrapassou a dezena com o mau tempo a causar diretamente uma vítima mortal.
Um homem com cerca de 70 anos morreu quando tentava atravessar um troço de uma estrada que estava submersa, no concelho de Serpa, distrito de Beja. O idoso foi a primeira - e, até ao momento - única vítima conhecida da depressão Leonardo que se assola agora o território nacional.
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