Mulheres Nobel da Paz exigem libertação imediata de Mohammadi

  • 12/02/2026

Num comunicado divulgado na sua página da Internet e nas redes sociais da Fundação Narges, com sede em Paris, as laureadas, entre as quais a guatemalteca Rigoberta Menchú, expressaram a sua "inabalável solidariedade" com Narges Mohammadi, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2023.

 

As signatárias do documento condenaram "nos termos mais veementes" a violência, a tortura e a perseguição que, segundo denunciaram, a jornalista e ativista sofreu por defender os direitos humanos no Irão.

A organização recordou que, a 12 de dezembro de 2025, Mohammadi foi "violenta e injustamente" detida na cidade de Mashhad enquanto assistia de forma pacífica ao funeral do advogado iraniano de direitos humanos Khosrow Alikordi.

Segundo o comunicado, durante a sua detenção foi espancada, ameaçada de morte e sujeita a abusos físicos e psicológicos, o que terá agravado o seu delicado estado de saúde, pelo que a Iniciativa das Mulheres Nobel (NWI, na sigla em inglês) apelou para que receba os cuidados médicos urgentes de que necessita.

O texto cita uma declaração recente da Fundação Narges, que documenta alegados atos de tortura, incluindo espancamentos severos, ameaças e condições de detenção que põem em risco a sua vida.

A NWI recordou que Mohammadi, que também faz parte desta organização, foi condenada num julgamento recente, que classificou como "farsa", a uma pena de sete anos e meio de prisão, o que representa mais de 17 anos adicionais de prisão efetiva, que se somam a condenações prévias que totalizam 44 anos ao longo da sua vida, além de outras sanções como flagelação e proibição de viajar.

A organização considerou que tais penas constituem "uma flagrante violação do Direito Internacional e uma profunda injustiça".

As signatárias da declaração emitiram também um apelo para a libertação de todos os defensores dos direitos humanos e presos políticos no Irão e sustentaram que a repressão e as represálias contra aqueles que levantam a voz tornam "essencial" uma ação internacional imediata.

"Não ficaremos em silêncio", concluem as mulheres Nobel da Paz no comunicado, depois de reiterarem que "Narges Mohammadi deve ser libertada".

Além de Rigoberta Menchú, integram a NWI as laureadas Jody Williams (Estados Unidos), Shirin Ebadi (Irão), Tawakkol Karman (Iémen), Leymah Gbowee (Libéria), Maria Ressa (Filipinas) e Oleksandra Matviichuk (Ucrânia).

Leia Também: Nobel alerta para detenção de Narges Mohammadi: "Horrorizado"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2938664/mulheres-nobel-da-paz-exigem-libertacao-imediata-de-mohammadi#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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