Trump diz a Netanyahu que pretende continuar negociações com Teerão
- 11/02/2026
"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído. Se for possível, indicarei ao primeiro-ministro que essa será a nossa preferência", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca.
Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações"
"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado.
Caso as conversações com Teerão se mostrem infrutíferas, Trump disse que terão apenas que "aguardar o resultado".
"Da última vez, o Irão decidiu que era melhor não fazer um acordo e foi atingido pelo 'Midnight Hammer' --- o que não funcionou bem para eles. Esperamos que desta vez sejam mais razoáveis e responsáveis", continuou, referindo-se aos bombardeamentos norte-americanos a instalações nucleares iranianas em junho de 2025.
Netanyahu chegou aos Estados Unidos na terça-feira para mais uma visita oficial.
Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região, como o movimento xiita libanês Hezbollah.
O Irão rejeitou estas exigências e afirmou estar disposto apenas a certas limitações ao programa nuclear, em troca de um alívio das sanções.
Na terça-feira, Trump considerou ser do interesse do Irão "um acordo" em matéria nuclear, e o contrário seria algo tolo, quando questionado sobre o assunto numa entrevista exclusiva à cadeia Fox News.
O Presidente norte-americano destacou a presença militar dos EUA no golfo Pérsico como um fator de pressão sobre Teerão, acrescentando que há uma "enorme frota" a caminho da região.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem.
Teerão e Washington retomaram as negociações em Omã na sexta-feira, pela primeira vez desde a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho de 2025.
Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão.
Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas.
Teerão quer que as negociações em curso se concentrem exclusivamente no programa nuclear, insistindo no direito de enriquecer urânio para fins civis.
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